quinta-feira, 19 de julho de 2012

                            Regionalização do Espaço mundial

A regionalização é a divisão de um grande espaço, com critérios previamente estabelicidos, em áreas menores que passam a ser chamadas de regiõs. Cada região se diferencia das outras por apresentar particularidades próprias. Qualquer espaço é pode ser regionalizado, isto é redividí-lo. Um país, uma outra região, um estado. Até mesmo as cidades são divididas em regiões. Pode ser região administrativa, natural etc. No plano global o mundo também é dividido em regões. Cada continente se constitui numa região.
                                   

Mas o maior interesse na regionalização são aqueles relacionados a economia; isto porque atualmente todos os países e regiões depende um dos outros, por mais rico ou miserável que sejam, não produzindo tudo que precisam, nem consumindo tudo que produz. Mas a globalização envolve todos os campos da sociedade: política, esportes, cultura etc. Tudo é global, mundial. Pode-se dizer que qualquer evento natural ou social tem repercusão global.
As formas e os critérios de representação mais utilizados para a divisão do mundo são:

 
Em continentes; de acordo com os aspectos físicos ou naturais; de acordo com indicadores sociais, como a taxa de mortalidade infantil; em países ricos e pobres; de acordo com o grau ou nível de industrialização dos países; associação econômicas e sociais; cultura dos povos (religião, hábitos e costumes).

O critério de regionalização são os continentes, que não representa adequadamente a atual regionalização do mundo, pois o conceito de continente refere-se a grandes extensões de terras emersas, cercada por oceanos e mares, enquanto que, tradicionalmente os continentes correspondem às seguintes divisões: América, África, Europa, Ásia, Oceania e Antártica.


Essa forma de regionalização não retrata aspectos socioeconômicos, como renda, industrialização, tecnologia, analfabetismo e aspectos como regime político e culturais (língua e religião).


                                        Objetivos da Regionalização: 
                                           
                                      
                                                  •Garantindo o acesso às ações e serviços de saúde
                             • Reduzindo desigualdades sociais e territoriais
                             • Garantindo a integralidade na atenção à saúde
                             • Potencializando o processo de descentralização
                             •  fortalecendo estados e municípios
                             • Racionalizando gastos e otimizando recursos
                             • Ampliar e qualificar o mercado de trabalho
                             • Dar qualidade ao produto turístico
                             • Ampliar o consumo turístico no mercado nacional

                             • Identificar um povo por cultura lingua e atuações semelhantes e ideias parecidas 
                             Facilitar a análise do espaço geografico, etc.
 

                        Regionalização Política e Socio- Econômica


Os múltiplos actores concorrentes do cenário socio-económico fazem com que o planeamento e a ordenação territorial constituam tarefas complexas. É por isso que as políticas territoriais e sectoriais se devem basear na melhor evidência possível, aproveitando as aplicações tecnológicas mais avançadas, e aplicando-as de forma rotineira. As regionalizações são ferramentas geográficas úteis para o conhecimento do estado e tendências territoriais, em múltiplos aspectos (ambiental, social e económico) e escalas espaciais (regional e local). Utiliza-se os dados disponíveis gerando conhecimento derivado novo, que possui um valor adicional e numerosas aplicações práticas. São realizadas para determinados propósitos, e portanto podem ser desenhadas para servir um fim geral ou os requisitos específicos sectoriais. O seu uso está sistematizado, de forma que constitui uma tecnologia que se encontra disponível para a sua aplicação imediata – por ex. no contexto da gestão hidrológica, dentro da Directiva Quadro das Águas. As regionalizações territoriais são úteis para servir como um quadro de análises e assessoramento que captura a distribuição e padrões intrínsecos da realidade socio -económica e revelar importantes padrões nos dados socio-económicos relacionados com a distribuição espacial das suas componentes principais. O seu producto, as regiões:  constituem um marco holístico que integra as características significativas e fundamentais dos territórios;  são marcos espaciais multi-facetados, muito flexíveis, que permitem um amplo conjunto de utilidades que vão desde o inventário à avaliação, seguimento e gestão; oferecem um contexto para a análise comparativa entre territórios que proporciona um melhor conhecimento; oferecem um contexto para a estimação e extrapolação, e permitem o acolhimento de situações dinâmicas; são escaláveis, por tanto aplicáveis desde o regional ao local; são um modelo robusto para a análise de relações complexas existentes na paisagem. 
                                       Desenvolvimento Humano


Os dados anteriores vão resultar no IDH. Onde os países são classificados em:
             Desenvolvimento humano muito elevado: os índices variam de 0,900 a 1;
             Desenvolvimento humano elevado: 0,800 a 0,899;
             Desenvolvimento humano médio: os índices variam de 0,500 a 0,799;
             Desenvolvimento humano baixo: os índices são menores que 0,500.
  I.       Países em desenvolvimento humano muito elevado: é os EUA, Japão, Noruega, Israel, Kuwait, Portugal.  Esses países possuem uma produção industrial significativa, como os EUA e o Japão. Outros têm seus recursos provenientes da exploração do petróleo, como Kuwait. No total é composto de 38 países.
II.       Países em desenvolvimento elevado: são os que possuem produção econômica relevante, tendo bom desempenho econômico, mas com muitos problemas sociais. Como é o caso da Argentina, Barém, México, Federação Russa, Cazaquistão, Brasil; composto no total de 45 países. A maioria desses países apresenta boa infraestrutura e parte deles apresenta índices elevados de PIB per capita
III.     Países em desenvolvimento médio: são os que possuem sérios problemas sociais e alguns deles com grandes dificuldades financeiras; como no caso de Armênia China, Territórios ocupados da Palestina, Bolívia, Camarões, Índia.  Alguns deles apresentam níveis elevados de produção, como a China e a índia, economias emergentes. Composto por um total de 75 países.
IV.     Países em desenvolvimento baixo: são os que possuem falta de investimentos estrangeiros, que faz com que as grandes empresas não se interessem em investir em países que ofereçam poucas condições para obter lucros.  Esses países também apresentam os indicadores sociais mais baixos, têm secas constantes e processos acelerados de desertificação. Togo, Ruanda, Republica Centro-Africana, Afeganistão, Níger; composto no total de 24 países. 

 
Colocação no Ranking de IDH de alguns países:
 
(Dados referente ao PNUD de 2011)
1º - Noruega - 0,943
2º - Austrália - 0,929
3º - Holanda - 0,910
4º - Estados Unidos - 0,910
5º - Nova Zelândia - 0,908
6º - Canadá - 0,908
7º - Irlanda - 0,908
8º - Liechtenstein - 0,905
9º - Alemanha - 0,905
10º - Suécia - 0,904
11º - Suíça - 0,903
12º - Japão - 0,901
13º - Hong Kong - 0,898
84º - Brasil - 0,718

* Média Mundial: 0,682
Fonte: Geografia sociedade e cotidiano 3 -  vol. 3 / Livro de geografia

                 Crescimento Econômico X Desenvolvimento Humano

Vamos refletir como este país estará daqui a 30 anos com os dados que são apresentados referente a educação.Uma pesquisa de 2009 sobre alfabetização, feita pelo Instituto Paulo Montenegro, revelou que apenas 25% da população adulta brasileira é plenamente alfabetizada, ou seja só um quarto dos brasileiros conseguem ler e entender um texto.Logo, esta situação compromete o nosso crescimento econômico, nenhuma nação se tornou potência com uma população de semianalfabetos.Neste mesmo artigo,é apresentado uma pesquisa de três economistas:Gustav Ranis,Frances Stewart e Alejandro Ramirez que analisaram 76 países durante um período de 32 anos e chegaram as seguintes conclusões:Dividiram-nos de acordo com dois critérios:crescimento econômico e desenvolvimento humano (neste caso medido através de uma combinação de indicadores de educação e saúde). Segundo os economistas você pode ter duas dimensões de equilíbrio(quando o econômico e o humano são igualmente altos ou baixos) e duas de desequilíbrio (quando o econômico é alto e o humano é baixo, e vice-versa).As conclusões são extremamente interessantes. As situações de desequilíbrio tendem a durar pouco, a primeira é que se um país tem muito crescimento econômico e pouco capital humano ele tende a parar de crescer. O crescimento econômico, quando desacompanhado de evolução do lado humano, dura pouco,todos os países que tinham alto crescimento econômico e baixo capital humano no início do período, nenhum conseguiu chegar ao equilíbrio em alto nível.Todos sem exceção, terminaram o período com baixo crescimento e baixo capital humano. Os países que montaram as suas estratégias de privilegiar o lado humano em relação ao lado econômico tiveram resultados satisfatórios, um terço chegaram ao nível de alta renda e alto nível humano; um terço continuou com um lado mais desenvolvido que o outro e apenas um terço regrediu para o fim trágico do baixo crescimento e baixo capital humano.Os outros países que encontravam-se em situação de desequilíbrio negativo mais da metade continuaram na mesma posição de estagnação durante o período da pesquisa. Essas conclusões são importantes para o nosso país,precisamos privilegiar o desenvolvimento humano para que possa acompanhar o crescimento econômico se é que queremos ser uma grande potência amanhã, necessitamos urgentemente de melhorar a qualidade da nossa educação para não corremos o risco de impedir que este crescimento ocorra.Na mídia televisiva,a todo instante é apresentado várias cadeias produtivas necessitando de pessoas qualificadas para preencherem os cargos que oferecem sem encontrarem no mercado os indivíduos com a qualificação exigida. Ou mudamos a nossa forma de pensar quanto a qualidade do nosso ensino(de nada adianta formarmos incompetentes),ou seremos eternamente uma nação emergente.
                                        Linha do tempo- Ordem Bipolar



Multipolaridade X Unipolaridade

                                 Unipolaridade X Multipolaridade

Alguns autores defendem a tese de uma ordem unipolar, com os Estados Unidos assumindo a hegemonia mundial, Outros defendem a tese da multipolaridade e afirmam que o poder apresenta desconcentradao . Com o fim do socialismo real, o mundo passou por transformãções significativas, responsáveis pela organização de um novo cenário político, econômico e cultural.
    Com a expansão do capitalismo para os países socialistas, surgiu a tese de uma com a ordem unipolar com os Estados Unidos assumindo a hegemonia mundial. 




    Fatores que sustentam essa ordem: a absoluta superioridade bélica estadunidense; seu poder econômico, que  concentra cerca de um quarto das riquezas mundiais; a influência global de sua moeda, o dólar; a propagação de sua cultura e seu modo de vida; e seu papel central na economia capitalista.

   A outra tese é a da multipolaridade .Os autores que defendem a ordem multipolar afirmam que o poder se apresenta desconcentrado, mesmo que os Estados Unidos sejam considerados uma grande potência.
   No âmbito econômico, a multipolaridade pode ser exemplificada com o grupo dos oito(G-8),que inclui Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Rússia.




    


    Outro exemplo da multipolaridade é a constituição de blocos regionais,que surgiram em decorrência de reformas econômicas impulsionadas  pelo processo de globalização, pelo desenvolvimento das comunicações e pela ampliação das trocas comerciais. O objetivo desses blocos era e continua sendo facilitar o comércio entre os países membros. Apartir do início da década de 1970, principalmente na década de 1990, foram estabelecidos acordos de livre-comércio, como: a União Europeia(UE), o tratado de livre-comércio da América do Norte(Nafta) e a cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico(Apec).
    Outros blocos com menor poder econômico também foram formados: Mercado Comum do Sul (Mercosul), Pacto Andino,comunidade para o desenvolvimento da África do Sul(SADC),entre outros.
    No século XXI, ocorreram negociações da constituição de outro bloco, a Área de Livre-Comércio das Américas(Alca)embora ainda constituísse um projeto.